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"A caminhada da mobilidade elétrica no Brasil"

Fala galera, beleza??? Não há dúvidas que o Brasil apenas começou a caminhar em relação ao desenvolvimento da mobilidade elétrica. Como uma pessoa, até termos um caminhar consistente e pleno, foi necessário passar por algumas fases: Levantar a cabeça; Sentar reto; Engatinhar e Andar com apoio.


O que foi dito anteriormente, parece não ter relação nenhuma com a mobilidade elétrica. Mas como qualquer projeto, não há como nascer andando e querer sair correndo. Com a infraestrutura de carregamento é igual.


Vamos fazer algumas comparações com cada fase e avaliarmos em que momento estamos, principalmente em relação carregamentos em rota, ou no caso, viagens rodoviárias e entender o ciclo da caminhada da Mobilidade Elétrica no Brasil:


Levantar a cabeça: Consiste em uma fase de observação e identificação de algumas pessoas ao seu redor, sem muita visão de todo ambiente, olhando para a direção dos sons que lhe são mais familiares. Um movimento semelhante ao que observamos entre 2010 e 2014, carros vieram para o Brasil para mera apresentação, pesquisas e desenvolvimento ou campanha de marketing. Os poucos carregadores existentes eram para atendimento dessas unidades, sem a expectativa de atender ao público.


Sentar reto: Neste momento, começa-se a ter características particulares, no caso do bebê, uma postura mais ereta, nos carros elétricos, um carregamento doméstico em uma simples tomada. Quando o bebê senta reto, ele começa a interagir com o seu redor, mas sem ir longe. Assim foi, com os primeiros veículos elétricos comercializados em 2015. Um momento muito legal que se pode avaliar as primeiras interações dos veículos elétricos com ambiente, todavia com limitações em relação à distância ao seu redor.


Engatinhar: A mobilidade elétrica começou a engatinhar entre 2017 e 2018 com a inauguração dos primeiros carregadores DC em rodovias nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Somente a partir deste momento que podemos dizer que os usuários de veículos elétricos começaram a explorar mais, mesmo que com velocidades menores, dando algumas paradas, reconhecendo os ambientes e continuando a vida.


Com a chegada das primeiras empresas exclusivamente operadoras de redes de carregamento por volta de 2020, os veículos elétricos conquistaram a confiança suficiente para ir para qualquer lugar, desde que tivesse um apoio seguro. Em alguns momentos, até era possível se arriscar em dar alguns passos soltos, mas com uma boa chance de tomar um tombo e chegar a ser carregado (guincho).


Com o passar do tempo, os passos soltos acabam sendo cada vez mais comuns e seguros. Veículos com autonomias maiores já trazem a possibilidade de explorar grandes áreas sem um suporte de carregamento. Entretanto, ainda sim a mobilidade elétrica necessita de assistência de acompanhamento. Somos jovens e corajosos, mas não totalmente independentes.


Após a liberdade poética que tomei, gostaria de trazer minha visão técnica sobre o suporte que a mobilidade elétrica necessita e pede para aqueles que se prontificaram a cuidar da infraestrutura de carregamento.


Não preciso nem dizer que a presença constante e 24h é essencial para garantir que o suporte será fornecido em tempo hábil. O monitoramento da rede full time garante resoluções rápidas antes mesmo que as quedas gerem complicações ao longo do percurso.


Mesmo assim, é provável que alguns tombos aconteçam, sendo assim, uma equipe ágil para garantir suporte necessário e conhecer tecnicamente como atuar, garantirá que , apesar da breve queda da rede, a caminhada continue.


Mas e quando temos diversas pessoas que necessitam serem assistidas? A frota de veículos elétricos está crescendo em um ritmo mais acelerado que as redes de carregamento, gerando filas nos carregadores. Muitas vezes, o tempo de carregamento é menor que o tempo de espera pela sua vez. Por conta disso, não somente o número de locais precisa crescer e expandir a área de cobertura, como também a quantidade de estações em um mesmo local.


Imaginem em uma rota com alta densidade de veículos elétricos, é provável que em todos os carregadores que você pare ao longo do trajeto, encontrará o mesmo carro que estava carregando na estação anterior. Por conta disso, os Hubs de carregamento são inevitáveis para garantir que possamos viajar de forma breve sem tempo adicional além do necessário.


As iniciativas existem e são implementadas aos poucos, mas são. Já podemos dizer que temos uma espinha dorsal forte o suficiente para suportar a vontade que nossas pernas possuem para caminhar. Entretanto, ainda temos um tempo de amadurecimento antes de dizer que poderemos andar livremente com nossos carros elétricos, mas já passamos da fase de engatinhar, agora é questão de desbravar marcar território.


Até mais


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