top of page

Além do Entusiasmo: O Carro Elétrico entra na vida da pessoa comum

Oi! Sou João, pode ser que você me conheça pelas redes sociais (@osobrecarregado no insta e no YT). Esse é o meu primeiro texto, obrigado Thiago pelo espaço e convite. Eu costumo falar muito, e na escrita não é diferente, então prepara um cafezinho e aproveite a leitura.


Eu sempre fui um entusiasta, a minha vida inteira olhei para os carros de forma diferente, com um carinho especial e inexplicável. Quando conheci o carro elétrico (já há quase 20 anos e fruto de uma infância sem filtros digitais) não foi diferente, minha mente explodiu, e a partir dali eu percebi que estaria disposto a viver e superar cada dificuldade para ver o sucesso dos elétricos.


MAS, no fundo da minha mente sempre existiu uma dúvida: O "Cidadão Comum”. Como aquela pessoa não tão amigável à tecnologia e que olha para o carro sem o “brilho” do entusiasta, viveria com um carro elétrico? Como seria essa mudança de cotidiano? Bom, acabou que achei as respostas dentro da minha família.


Primeiro no Sr. Vovôlvo


Meu avô não gosta de mudar, vai ao mesmo restaurante há 40 anos, senta sempre na mesma mesa e só troca o carro pelo mesmo até que saia de linha. Quando ele, no auge dos 76 anos, me comunicou que trocaria seu Volvo XC60 T5 por outro, agora disponível apenas como Híbrido Plug-in, minha cabeça começou a latejar ao imaginá-lo frustrado em conviver com um carro diferente de tudo que ele já teve contato.


Sabe quando ele se frustrou? Nunca. Minhas preocupações sumiram no dia da entrega do carro, antes mesmo do vendedor chegar ao tópico “Recarga” ele manuseou o conector e a porta de recarga de forma intuitiva, que alívio! Com o wallbox instalado no condomínio (Boa história, conto depois se quiserem) ele adotou o novo hábito sem muito drama e adora acompanhar a recarga (ele chama de “o carrego”) pelo App da Volvo, hoje ele reclama que 70km elétricos são poucos, mesmo que sejam suficientes para vários dias. Calma vô! Volvo EX60 chega jajá para resolver isso!


Mas, ainda havia um desafio, a infra pública de recarga. Eu o proibi de carregar fora de casa, tanto para não ocupar o precioso espaço de um BEV como para evitar ligações estressadas para mim com a seguinte saudação (grito): “Como que liga isso POXA!”, apesar de ser bem letrado digitalmente, iniciar a recarga por um App ainda é uma barreira enorme para pessoas como ele.


Até hoje me surpreende como ele vive bem com um carro plug-in, XC60 é um carro maravilhoso cujo único problema é ser híbrido (ele me irrita), por isso estou animado para o EX60, pois a única forma de melhorar um 60 é torná-lo 100% elétrico.


Depois veio a Mamãe Elétrica.

Mamãe do João
Mamãe do João

Minha mãe nunca ligou para carros, sempre foram ferramentas, sempre muito grandes e sempre na reserva, ela desgostava de parar para abastecer. Quando chegou a hora de trocar o carro dela, eu sabia que um elétrico compacto era a escolha PERFEITA. Sai de cena a camioneta 7 lugares Diesel Body-on-Frame e chega o audacioso BYD Dolphin Mini, recebido sem muita festa, fui sozinho buscá-lo, enquanto minha mãe mantinha olhares tortos para o carro pequeno, para ela “só gosta de carro grande”.


Não demoraram 2 meses, para ela, o Dolphin Mini é o melhor carro do mundo, cabe em todo lugar, um carro que “flutua” e, segundo mamãe, sempre tem força sobrando no acelerador. Se precisar dirigir qualquer outro carro de casa já reclama, não gosta de sentir as trocas de marcha, nem de manusear um freio de estacionamento manual, muito menos andar num carro sem frenagem regenerativa! Para ela, parar num posto de gasolina é considerado “vexame”, melhor carregar enquanto faz compras de mercado ou durante um passeio no shopping.


Ansiedade de autonomia? Lá em casa não existe, chegadas com 5% ou menos no trabalho ou em casa não assustam, na manhã seguinte ou no fim do expediente o “tanque tá cheio que derrama” e pronto para os 35km entre casa e escritório, ou qualquer outro destino.


Sem ter percebido, minha mãe virou uma “entusiasta”, incentiva a família e amigos a optar pelo Puro Elétrico (híbrido ela não gosta!), observa bem os novos modelos e marcas na rua e até pediu para dirigir o Geely EX2 que peguei emprestado por 4 dias, algo que nunca tinha feito, nem quando levei um Mercedes-AMG em casa. Ah, e ela não deixa ninguém esquecer que seu próximo carro será um Geely EX5 com interior claro e massagem nos bancos!


Tenho certeza que todos os conhecidos dela já a ouviram falar “Mulher, deixa de ser besta! Tu tem que andar de elétrico também, é ótimo!”


No fim aprendi sobre carros com quem menos esperava, a minha família, minha mãe e meu avô (e agora outros familiares) me mostram todos os dias que o carro elétrico não só funciona bem na vida “normal e cotidiana”, mas é um carro melhor e mais fácil de conviver com o não-entusiasta.


Com isso meus amigos, eu posso garantir que o futuro é sim elétrico. E pode esquecer essa história boba de eletrificado.

Comentários


  • LinkedIn
  • X
  • alt.text.label.Instagram
  • alt.text.label.YouTube

Colabore para a melhoria e manutenção do projeto Meu Carro Elétrico

Doar com PayPal

©2023 por Thiago Garcia. Orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page