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Mercado de Crédito de Carbono começa a dar seus primeiros passos

Captação de Carbono
Captação de Carbono

Mais uma vez fui surpreendido por ações positivas da Caixa Econômica Federal acerca do que podemos chamar de "Green Money". Pode ser que não haja uma relação direta com a Mobilidade Elétrica, mas longe de ser um assunto desconexo.


A Caixa abriu consulta pública para comercialização de mais de 1 milhão de toneladas de crédito de carbono provenientes de um dos projetos do PoA Caixa, a Central de Tratamento de Resíduos de Santa Rosa (CTR), localizada em Seropédica/RJ. O centro realiza a captação, tratamento e geração de energia, possibilitando o encerramento de 4 lixões na região metropolitana do Rio de Janeiro, entre eles o lixão de Gramacho.


O PoA Caixa é fruto de um projeto do Programa de Atividades para Gerenciamento de Resíduos Sólidos Urbanos registrado na Nações Unidas. Este programa possui 3 projetos de aterros sanitários com o objetivo de encerramento de lixões através de aplicação de soluções ambientalmente viáveis.

Os créditos de carbono são certificados emitidos para uma pessoa ou empresa para compensar suas emissões de gases de efeito estufa. Os créditos são obtidos com projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), conforme metodologia definida pela ONU. A cada tonelada de CO2 que deixa de ser emitido, corresponde a um crédito de carbono.


Para mais informações sobre a licitação de crédito de carbono Caixa, acesse o link abaixo e procure pelo processo 0383/2024. A data final da consulta é 01/06/2024.



Qual a relação da Mobilidade Elétrica com a Licitação Caixa de crédito de carbono? Por enquanto nenhuma, mas vamos avaliar: Imagine que você faça o financiamento de um veículo 100% elétrico e esse mesmo bem possa gerar crédito de carbono para posterior venda, o banco pode fazer uma "troca" com seu cliente. O cliente recebe um desconto na taxa de juros ou mesmo um subsídio na prestação em troca da comercialização desses créditos.


Parece pouco, mas varia conforme o perfil de cada cliente. Em quase 5 anos, rodei mais de 92.000 km com meu carro, que geraria um crédito equivalente a 11 TCO2. Agora, aplique esse exemplo há milhares de motoristas de aplicativo ou a uma frota de transporte de carga. Qual seria a economia aferida?


Utilizei como parâmetro um veículo de porte semelhante ao veículo que possuo. De acordo com o PBEV, esse veículo emite 197g de CO2 a cada quilômetro rodado. Considerando que um motorista de aplicativo rode 300 km dia em ambiente urbano e 22 dias por mês. Apenas no primeiro ano, esse motorista terá deixado emitir 13 TCO2 na atmosfera e poderá ser revertido como crédito para abater em seu financiamento o locação do veículo.


Há muito o que ser feito para afirmarmos de forma enfática que Mercado de Crédito de Carbono começa a dar seus primeiros passos, mas diria que é um negócio interessante para ser avaliado.


Até mais.

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