O Carro Mais Importante do Século XXI: O Tesla Model S
- osobrecarregado
- 29 de jan.
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“Revolucionário”, você já viu milhares de produtos sendo lançados assim, mas a realidade é que pouquíssimos já causaram um impacto grande o suficiente para merecer esse título. Um deles é o Tesla Model S.
Em 2012, com apenas 2,450 carros fabricados, a Tesla introduz o Model S, o primeiro modelo 100% desenvolvido por ela (Roadster nasceu com ajuda da Lotus Consulting e outros), um sedã diferente de TUDO já visto na indústria automotiva, que definiu uma nova era na história do automóvel.
Elegante e minimalista, a chave era apenas um pequeno controle no formato do carro que o dono bastava manter no bolso, ao se aproximar as maçanetas se apresentavam (BYD Seal ainda não faz isso em 2026) e o carro já estava pronto para dirigir, sem botão de partida, afinal não havia ignição, desnecessário adicionar esse passo. No interior apenas 2 telas, uma para o motorista e outra central que concentrava todos os comandos e configurações, inspirada nos smartphones que ganhavam popularidade naquele momento.

As telas eram rápidas, com interface intuitiva, criadas para ser realmente úteis, diferentes de todos os outros, tão ruins que incentivaram a criação das melhores justificativas para software ruim, Apple CarPlay e Android Auto, que “substituem” a péssima experiência do fabricante pelo seu celular. Os mapas eram um salto daquelas telinhas burras que viviam presas ao pára-brisas, eles vinham do melhor de todos, o Google, com direito a informações de trânsito e visão de satélite.
Conectado, Model S foi lançado com 3G e um App, de longe você poderia consultar o status e mandar comandos para o carro, a conexão móvel permitia ele navegar pela internet, assistir vídeos no YouTube, ouvir música de qualquer lugar do mundo e manter os mapas sempre atualizados. Além disso, o carro melhorava com o tempo! Novas funções, melhorias em eficiência, tudo poderia ser atualizado via Over-The-Air (OTA), igual um smartphone, um dos primeiros desbloqueou a capacidade de se conectar a redes wifi, olha que genial!
Ele ia longe, bem longe. Os 85kWh garantiam mais de 300km com uma carga e, caso fosse necessário ir além, haviam os Tesla Superchargers que começaram a ser instalados nas rotas mais frequentes, e o dono nem precisava pensar neles, a navegação do carro já os planejava, indicava o estado de carga na chegada e até onde era preciso carregar, o usuário só tinha o trabalho de conectar o cabo, que entregava até 90kW, o dobro da maioria dos carregadores contemporâneos, e eram nada mais do que vários OBCs (carregadores de bordo) do Model S empilhados numa “caixa”, que evoluiram e hoje se tornaram a referência mundial em infraestrutura de recarga.
Ao longo da vida ele evoluiu, ganhou mais motores, mais baterias, mais câmeras, carregou mais rápido, ficou mais inteligente, lançou o Autopilot, bateu recordes e viralizou muitas vezes na internet. Fez tudo isso enquanto manteve sua forma basicamente original, tão moderna que não envelheceu um dia e ainda fez do carro elétrico algo “Cool”, algo que todos queriam ter.
O Model S foi muito mais do que um carro, ele mostrou que o elétrico pode ser o carro da família, pode ser bonito e rápido, ditou tendências de design, virou uma referência em integração de software, o seu conector de recarga, NACS, tão compacto e moderno que agora, 14 anos depois, vai virar o padrão de todos os carros no seu país natal. Tesla foi audaciosa, questionou e desafiou todas as convenções sobre “o que é um carro” e, a partir dele, definiu toda uma nova geração inteira de automóveis: elétricos, inteligentes e rápidos.
Agora ele se despede, com sua missão cumprida, e com a certeza de que a maioria dos fabricantes ainda corre e luta para conseguir o que ele faz desde 2012, e ele leva o irmão Model X junto, outro que quem tentou copiar não conseguiu reconstruir as Falcon Wings com a mesma elegância. Por isso, só há uma palavra que define o Tesla Model S, Revolucionário.





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