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O "Usuário Profissional": A peça que falta na engrenagem da eletromobilidade

Posto de combustível ao entardecer, com fila de carros. Placa em posto de carregamento diz "Em manutenção". Céu nublado ao fundo.

A mobilidade elétrica no Brasil não é mais uma promessa para o futuro; ela já é uma senhora de 11 anos. Se tomarmos como marco as primeiras vendas do pioneiro BMW i3 para o consumidor final, temos hoje uma década de história rodando por nossas ruas. Muitos daqueles primeiros proprietários continuam com seus veículos em pleno funcionamento — e se você quer entender quem são as pessoas que pavimentaram esse caminho, convido você a conhecer a ABRAVEi.


Esses anos de experiência e paixão acumulada servem de bússola para os mais de 200 mil novos usuários que estão trilhando esse caminho hoje. Eu nunca disse que seria fácil, mas sempre soube que seria possível. E, como aconteceu com muitos "companheiros de tomada", minha paixão acabou se tornando profissão.


"Para quebrar, basta estar funcionando"

Atualmente, atuo na linha de frente de uma das principais operadoras de eletropostos do país. Meu dia a dia é monitorar dezenas de estações e garantir que os carregadores continuem atendendo nos clientes. Mas, como costumo dizer: para quebrar, basta estar funcionando.


E o teste de fogo veio justamente neste último sábado de feriadão. Uma estação de uso intenso, localizada em uma cidade turística, perdeu a comunicação com o servidor. Detalhe: ela fica a mais de 3 horas de viagem da minha casa. Tentei suporte remoto, busquei auxílio local, mas não houve jeito. O diagnóstico era claro: era hora de pegar a estrada.


Saí de casa às 18h e só retornei às 4h da manhã. Foram mais de 6 horas de asfalto, além do tempo de serviço e das paradas para recarga.


A diferença entre o "comercial" e o "essencial"

Qualquer outro profissional poderia alegar, com certa razão, que o atendimento só seria possível em dia útil. Ou pior, só após o feriado. Mas, mesmo com a ameaça de tempestade e o desejo de ficar com a minha família, avaliei o impacto daquela ausência.


Estamos falando de uma cidade com menos de 200 mil habitantes, mas que já conta com 353 veículos plug-in registrados. Naquela estação específica, a taxa de ocupação salta de 34% para mais de 60% em feriados. O fluxo de turistas depende daquele ponto.


A escolha se provou correta no instante em que finalizei o reparo: antes mesmo de eu guardar as ferramentas, já havia um usuário chegando para carregar em plena madrugada.


O Valor do Usuário Profissional

Conto essa história para destacar a importância do "usuário profissional" no desenvolvimento da eletromobilidade. Seja vendendo um carro, oferecendo suporte técnico, desenhando processos ou se comunicando com o público, quem vive a rotina do carro elétrico traz um olhar diferenciado. É alguém que está "do outro lado do celular", que sabe quais perguntas fazer para identificar o problema real e qual é a resposta que o cliente precisa ouvir naquele momento de ansiedade.


A tecnologia precisa de infraestrutura, mas o mercado precisa de cuidado e dedicação. E você, que trabalha no setor: já contratou um usuário profissional para a sua equipe hoje?

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